Com as mudanças trazidas pela reforma tributária, a busca por holding patrimonial e reorganização societária aumentou de forma significativa. Em muitos casos, a holding passou a ser apresentada como solução rápida para economia tributária e proteção patrimonial.
O problema é que holding não é solução padrão.
É uma decisão estrutural complexa, que exige análise técnica e visão de longo prazo.
Por que a holding virou resposta automática
O tema ganhou popularidade por meio de abordagens simplificadas e promessas genéricas. Isso levou muitos empresários a considerar a criação de holding sem avaliar se ela realmente faz sentido para sua realidade.
Criar holding sem diagnóstico jurídico pode resultar em:
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aumento da complexidade tributária
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riscos fiscais não previstos
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conflitos societários
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problemas sucessórios
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custos operacionais desnecessários
Holding mal estruturada hoje tende a se tornar o problema jurídico de amanhã.
Holding patrimonial exige análise integrada
A decisão de criar uma holding patrimonial não pode ser tomada de forma isolada. Ela exige avaliação conjunta de:
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estrutura societária atual
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regime tributário aplicável
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modelo de negócio
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patrimônio envolvido
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objetivos de médio e longo prazo
Sem essa análise integrada, a holding pode não cumprir o papel esperado e ainda comprometer a eficiência do negócio.
🔎 Situações em que a holding exige cautela redobrada
A criação de holding costuma demandar atenção especial quando:
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o patrimônio envolve imóveis operacionais e pessoais
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existem sócios com participações desiguais
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há planejamento sucessório envolvido
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o negócio ainda está em fase de crescimento
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a decisão é motivada exclusivamente por expectativa de economia tributária
Nesses cenários, a ausência de diagnóstico aumenta significativamente o risco.
Reorganização patrimonial não deve ser decisão reativa
Reorganizar estrutura patrimonial ou societária apenas como reação à reforma tributária tende a gerar decisões mal sustentadas. O correto é avaliar se a reorganização é necessária, qual modelo é adequado e quais impactos ela gera ao longo do tempo.
Solução apressada costuma virar problema caro.
Antes de optar pela criação de holding patrimonial ou reorganização societária, é essencial realizar diagnóstico jurídico completo, avaliando riscos tributários, societários e patrimoniais de forma integrada.
Essa análise evita decisões apressadas e estruturas ineficientes.




